Extraterrestres estiveram na América do Sul em um passado remoto?


Seres vistos como deuses por nossos antepassados, que atuaram principalmente no Oriente, podem ter trazido sua tecnologia para o nosso continente em busca de metais preciosos — e no Brasil teriam estabelecido bases de operação em lugares completamente insuspeitos de três estados.

Para chegarmos à conclusão de que outras espécies cósmicas estiveram em nosso continente na Antiguidade, e principalmente em nosso país, é preciso antes fazer um giro por locais e pela história dos últimos milênios do planeta, quando se verá que alienígenas estiveram em muitos pontos da Terra, interagiram com várias de nossas antigas civilizações e lhes inspiraram das mais diversas formas. Isso, claro, não é novidade e é parte da chamada Teoria dos Antigos Astronautas. Mas ver como isso se aplica à América do Sul e, em especial, ao Brasil é surpreendente.

Vamos começar pela Suméria, também conhecida como ki-en-gi ou “lugar dos senhores civilizados”. Ela é vista pela história comumente aceita como a primeira civilização humana, tendo se desenvolvido a partir do nada há sete mil anos. Os sumérios teriam inventado a escrita, a agricultura, as leis, os impostos e outras coisas que temos hoje. Ou seja, tudo aquilo que é chamado de civilização surgiu basicamente da incrível criatividade daquele povo. Entretanto, o que será que diziam sobre si mesmos? Os sumérios, ou sag-gi-ga, “povo das cabeças negras”, deixaram em tábuas de argila — conhecidas como escrita cuneiforme — informações diferentes daquelas que nos são ensinadas em livros de história geral nas escolas sobre aquilo que viram e vivenciaram. Junto aos seus textos que tratam de amor, casamento ou vendas de propriedades estão relatos de seres que se chamavam anunnaki.

Infelizmente, no entanto, os textos que tratam do dia a dia daquele povo — como a troca de um carneiro por um vaso entre duas famílias —, são considerados fiéis à verdade, mas os que falam dos anunnaki, não. Estes são vistos como parte da mitologia suméria, uma alegoria. Contudo, o que eram os anunnaki e o que os textos sumérios dizem sobre eles? Para aquele povo, eram deuses de carne e osso e referências a eles aparecem 182 vezes em tábuas argila de origem mesopotâmica, nas mais diversas formas, tais como anunna, a mais usual, anuna, anunke4ne, anunke4neke4, anunke4nemeen e anunnamees. Estas são as versões utilizadas para descrever aqueles seres, como consta, por exemplo, da tábua catalogada com o código MNB 1511, exposta até hoje no Museu do Louvre, na França, e traduzida por Jacob L. Dahl.

DO CÉU PARA A TERRA

A tradução de um texto em particular, que faz referência aos anunnaki, é bastante interessante. Ela foi encontrada em escrita sumério-acadiana em uma tábua do período Ur III e quer dizer “o(s) anunnaki(s) ficou(aram) ali admirando”. Por esta interpretação, que pode ser tanto plural ou singular, se vê que os anunnaki eram considerados indivíduos. Estavam observando o quê? A própria tradução do nome pelo polêmico e perseguido autor Zecharia Sitchin está correta já dá ideia do que eram aqueles indivíduos: “os que do céu à Terra vieram” ou “aqueles que do céu à Terra vieram”. A palavra anunnaki contém as expressões céu, homem, voar e Terra.

Outras tábuas sumérias também trazem textos surpreendentes, como este: “Quando me aproximei, vi verdes pradarias. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se havia água potável. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se havia alimento apropriado. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se os gases eram respiráveis”. Ou este: “Quando os deuses agiam como homens, eles faziam todo o trabalho e muito labutavam. O trabalho era enorme, grande o esforço, pois os anunnaki faziam os Igigi, os deuses mais jovens da Terra, carregarem uma carga sete vezes maior”. Como se vê claramente, o que está escrito nestas tábuas é que eles eram extraterrestres, que vinham do céu para a Terra, onde eram vistos como deuses.

Em outros registros mesopotâmicos, quando utilizada a palavra anunna, existia menção a deuses que não nasciam na Terra e habitavam outro mundo. Eles não eram terrestres, mas seres materiais que viajavam em veículos voadores e conviviam com os humanos, muitas vezes reinando sobre eles — e eles respiravam, como mostra o parágrafo da tábua citada acima. Não é necessário um estudo sobre a palavra anunna para se saber isso. Existem inúmeros textos sumérios ou de origem mesopotâmica esclarecendo de forma simples e prática essas afirmações, como o documento A Lista de Reis Sumérios, onde há este trecho: “Após a realeza descer dos céus, o reino estava em Eridu”. Ou na Epopeia de Atrahasis: “O trabalho era enorme e grande o esforço, pois os anunnaki…” E há ainda muitas outras referências, todas com a mesma origem. O sentido da palavra é muito contundente e similar ao que nos tempos de hoje chamamos de extraterrestres.

A ORIGEM DO HOMEM

Os próprios sumérios, em sua suposta mitologia, não tinham qualquer ilusão sobre sua existência e diziam em seus textos que haviam sido criados pelos anunnaki para substituí-los no trabalho pesado. É uma pena que tábuas de origem suméria, como A Origem do Homem, estejam com partes faltantes ou destruídas, não deixando claro que trabalho era esse que motivou a criação dos seres humanos para a labuta no lugar dos deuses. Sitchin afirmou que se tratava de mineração, fato que podemos apenas especular. Contudo, é inegável que essa mitologia fere o orgulho da sociedade contemporânea, levando-nos a uma reflexão sobre a importância da humanidade e a outras perguntas básicas, como de onde viemos, para onde vamos e por que estamos aqui? Essa história contraria aqueles que veem a Terra como o centro do universo e a humanidade como a única raça inteligente. Mas há evidências que poderiam comprovar sua veracidade? Sim.

A primeira delas vem do continente africano. Em muitas tribos zulus a palavra estrela quer dizer “aquela que traz conhecimento ou esclarecimento”. As lendas daqueles povos falam de um tempo em que visitantes das estrelas vieram extrair ouro e outros recursos naturais da Terra. Os trabalhadores das minas eram produzidos de carne e osso, mas artificialmente. Portanto, não é de se estranhar que foram descobertas recentemente, na África do Sul, ruínas de antigas minas de ouro com aproximadamente 150 mil anos. A segunda evidência está na América do Sul. Os incas eram ricos em ouro e tinham um estranho fascínio por esse metal — ele era símbolo de status e muitos acreditavam que vinham dos deuses. As pessoas daquela etnia achavam que o metal era tão limpo, tão maravilhoso, que podia curar, sendo que às vezes eles até o ingeriam puro. No Peru, berço dos incas, foram recentemente descobertas minas do metal com 50 mil anos. Em Nazca, topos inteiros de montanhas foram removidos para se buscar ouro, sem que se tenha ideia de que tipo de energia e maquinário tenha sido usado para tanto, certamente não deste mundo.

O vasto Planalto de Nazca, ao sul do Peru, poderia ser evidência de mineração de ouro há milhares de anos? Sim, com certeza esta seria uma explicação plausível para tantas linhas sem direção naquela região, e não apenas as mais famosas e em formatos de animais, estas sim com direção e de caráter — acredita-se — de sinalização a quem as visse do alto. A faixa de buracos localizada ali no Deserto de Pisco é um completo mistério. São aberturas escavadas ou esculpidas nas encostas das montanhas, onde há várias fendas rasas abertas no solo com aproximadamente 90 cm de distância uma da outra e medindo de 180 a 210 cm de profundidade. Elas são milhares e poderiam ser mais uma evidência de mineração. Isso também ligaria a questão ao Brasil, que é abundante em recursos minerais. Estaria o nosso país envolvido nessa antiga trama? Veremos.

SUCESSÃO DE REINOS NA TERRA

Um dos documentos mais misteriosos de todos os tempos é, sem dúvidas, o citado A Lista de Reis Sumérios, da civilização suméria e que remonta a incríveis 450 mil anos. Mas por que a lista é tão emblemática e a maioria das pessoas nunca ouviu falar dela? O documento é classificado dessa forma pela sua riqueza de detalhes e também porque foi encontrada mais de uma lista com a mesma relação de reis, sendo esta a prova de que os sumérios realmente acreditavam naquilo que escreviam. A tradução de alguns de seus trechos é a seguinte: “Após a realeza descer dos céus, o reino estava em Eridu. Em Eridu, Alulim tornou-se rei e governou por 28.800 anos. Alalgar governou por 36.000 anos. Dois reis que governaram durante 64.800 anos”.

A interessante tradução continua dizendo que então Eridu caíra e a realeza fora levada para Bad-tibira. “Em Bad-tibira, Enmen-lu-ana governou por 43.200 anos. Enmen-gal-ana governou por 28.800 anos. O divino Dumuzi, o pastor, governou por 36.000 anos. Três reis que governaram por 108.000 anos”. Em seguida, ainda no texto, é dito que Bad-tibira também caiu e a realeza foi agora levada para Larak. “Em Larak, En-sipad-Zid-ana governou por 28.800 anos. Então Larak caiu e a realeza foi levada para Sippar. Em Sippar, Enmen-dur-ana tornou-se rei e governou por 21.000 anos. Então Sippar caiu e a realeza foi levada para Šuruppak. Em Šuruppak, Ubara-Tutu se tornou rei e governou por 18.600 anos”.

Foram cinco cidades governadas por oito reis em um total de 385.200 anos, quando então o Dilúvio varreu tudo do mapa. A lista é tão exata que em dado momento a classificação de reis é dada da seguinte forma: “Vinte e três reis governaram 23.310 anos, 3 meses e 3 ½ dias” ou “Vinte e um reis governaram por 91 anos e 40 dias”. Seria um mito ou vislumbre de um passado totalmente desconhecido? Teríamos sido governados por uma realeza que desceu dos céus? O Dilúvio bíblico, como sabemos, teria acontecido há 12.000 atrás. Ele não é invenção do povo judeu, mas um tema tratado pelos sumérios representados por Abraão, que nasceu na cidade de Ur, na Suméria, e também por povos africanos, pelos hindus, gregos, maias, astecas, incas, chineses, uygures, pascoenses etc. Ou seja, por todo o globo.

SUMÉRIOS NA AMÉRICA DO SUL

Na ciência encontramos alguns fatos que podem nos dar pistas de como o Dilúvio ocorreu, como o fim abrupto da última Era Glacial, o suposto impacto do cometa Clóvis na região dos Grandes Lagos, na América do Norte, e as extinções em massa do Período Pleistoceno — foram dois milhões de espécies extintas, sendo notável o desaparecimento de grandes mamíferos, a megafauna. No documento A Epopeia de Gilgamesh, de origem suméria e tido como livro mais antigo do mundo, os anunnaki teriam sido os causadores de um grande cataclismo que originou um Dilúvio. Seria possível?
Mas estiveram os sumérios também na América do Sul? Há muitas pistas disso, como um grande recipiente ou vaso de pedra, nomeado Fuente Magna ou Pedra Rosetta das Américas, encontrado na área do Lago Titicaca, na Bolívia, a cerca de 80 km de La Paz. Esse achado arqueológico foi resgatado e restaurado pelo arqueólogo boliviano Don Max Portugal Zamora, que deu nome ao vaso. No objeto foram encontradas inscrições de origem sumério-acadianas, confirmadas e traduzidas pelo doutor Clyde Winters. A magnífica descoberta não foi mostrada até começarem as investigações, tendo ficado desconhecida até o ano 2.000 — 40 anos depois de encontrada. De forma impressionante, o sítio arqueológico onde estava não foi objeto de investigação até a chegada dos arqueólogos Bernardo Biadós Yacovazzo e Freddy Arce, que acabaram fazendo mais descobertas.

Há também uma estátua de quase dois metros também descoberta por um grupo de pesquisadores em 04 de janeiro de 2002, entre eles os arqueólogos que resgataram a Fuente Magna, Yacovazzo e Arce. O incrível monólito tem inscrições de origem sumérias e semíticas, também confirmadas e traduzidas pelo mesmo doutor Winters. Foram encontrados textos na parte da frente e de trás das pernas do artefato, sendo que suas interpretações sugerem que a grande pedra esculpida foi utilizada como Oráculo Putaki, o “Pai da Sabedoria”, pelos habitantes da região do Titicaca, ou talvez por vários povos da América do Sul.

DA SUMÉRIA À BOLÍVIA

Segundo os estudos de A. H. Verril, constantes do livro Americas Ancient Civilizations [Antigas Civilizações das Américas, Putnam, 1953], e de J. Bailey Sailing, na obra Paradise [Paraíso, Simon & Schuster, 1994], o Lago Titicaca pode ter sido chamado de Lago Manu pelos sumérios. Tanto para Verril quanto para Sailing este povo chegou aos Andes em busca de estanho. Sailing sugere ainda que os sumérios partiram em direção à América, continente que chamavam de “Terra Tin do Ocidente” ou “Terra do Sol”, o que faz estimar uma relação com o monumento Porta do Sol, em Tiahuanaco, também na Bolívia. Diz-se ainda que o nome de Potosi, uma grande cidade da Bolívia, estaria ligado à palavra suméria patesi ou “sacerdote rei”.

A palavra inca também pode ser traduzida para en-ka, que significava “grande senhor” em sumério. Aquela civilização, na verdade, tinha o nome de Tawantinsuyu, sendo inca o nome dado ao seu imperador. Nesse momento também podemos recordar Enki, ou “senhor da Terra”, importante deus anunnaki no panteão sumério. O pesquisador Mário Montano também encontrou evidências linguísticas surpreendentes que indicam um substrato sumério nas línguas aymara e quéchua, faladas no Peru e Bolívia.

Voltando mais um pouco no tempo, Sargão da Acádia também conhecido como “Sargão, o Grande”, foi um rei acádio célebre por sua conquista das cidades-estado sumérias nos séculos XXIV e XXIII a.C. Fundador da dinastia acadiana, Sargão reinou por 56 anos, e em dado momento de sua trajetória ele afirmou ter sido o “Senhor dos Quatro Cantos do Mundo”. De fato, há relatos de que ele viajou ao Ocidente em busca de estanho, sendo interessante lembrar que a Bolívia é rica no metal, assim como o Brasil, que tem a terceira maior reserva do minério no mundo, especialmente em Rondônia. Como o Peru também se destaca nesse item, cabe a pergunta: seriam Brasil, Bolívia e Peru limites do Império Sumério e posteriormente do Acadiano?

MAIS DO QUE COINCIDÊNCIAS

No Altiplano Boliviano existe uma semelhança inegável entre a cultura suméria e a dos antigos habitantes locais. Um dos povos mais antigos da região é denominado Uru, e, assim como os sumérios, moravam em casas de caniço e construíam barcos de junco. Outra grande semelhança entre eles está no fato de uma das principais cidades sumérias se chamar Uru — depois o nome foi encurtado para Ur, a cidade de Abraão. As ligações entre o antigo Oriente e o Ocidente não param por aí. Esculturas assírias, daquele povo mesopotâmio que substituiu a cultura suméria, são famosas por seus deuses alados, muitas vezes mostrados também com máscaras e cestas nas mãos, certamente um cocar de penas — e não apenas isto, mas também um tipo de ornamento idêntico aos usados por índios americanos.

Uma escultura de origem olmeca, povo das regiões tropicais do centro-sul do México atual, cuja cultura é considerada originária das dos antigos mesoamericanos, carrega uma bolsa idêntica a das representações anunnaki feitas pelos assírios. Os olmecas, assim como os sumérios, tiveram origem praticamente desconhecida e desapareceram repentinamente. Em Tiahuanaco, importante sítio arqueológico pré-colombiano da Bolívia, e em muitos outros locais da América do Sul temos esculturas barbadas semelhantes às representações de deuses sumérios, chamando a atenção até dos mais descrentes. Nativos da América do Sul barbados?

CAMINHO PEABIRU

Outra singularidade que há na América do Sul, especificamente aqui no Brasil, é o Caminho Peabiru, que, segundo alguns pesquisadores, quer dizer “Caminho Forrado” ou “Caminho do Mato Amassado” em tupi. Ele, infelizmente, é ilustre desconhecido da maioria dos brasileiros. O Caminho Peabiru era a via que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, uma antiga rede de estradas que tinha como veia principal um percurso que se iniciava em São Vicente, litoral de São Paulo, continuando até Sorocaba e depois descendo para o Paraná, passando por Adrianópolis, Pitanga, Anahy e Terra Roxa até as margens do Rio Paraná. Dali o caminho rumava para o norte pelo Paraguai, até chegar a Potosi, na Bolívia, terminando seu caminho em Cusco, no Peru. Essa impressionante estrada tinha ramificações até o oeste do estado de São Paulo, passando por Botucatu. E há outros ramais que iam de Santa Catarina e Rio Grande do Sul até o sul de Cusco. Era um percurso de aproximadamente três mil quilômetros que cortava rios, pântanos e cordilheiras. Quem teria construído essa maravilha?

A teoria mais aceita no momento é a de que os incas teriam construído aquelas vias. Mas segundo as lendas tupis e de outros povos nativos da América do Sul, inclusive os próprios incas, esse intrigante caminho teria sido construído por Pay Sumé, personagem outra lenda do continente — os jesuítas a interpretaram como a história de que Sumé seria São Tomé, visão que é hoje muito discutida. A pesquisa do autor segue caminhos diferentes da interpretação dos padres, que misturaram os mitos locais com os cristãos. Sumé, segundo descrições colhidas para este texto, era descrito como “um homem barbado e alto, trajando vestes flutuantes e de semblante imponente, de estatura maior que a dos outros homens e que andava à tona nas águas ou sobre as nuvens”. Outras fontes consultadas sobre Sumé, ou Xumé, dizem que ele foi um civilizador, descrito pelos tupis como um senhor que lhes teria ensinado o plantio da mandioca e muitas outras técnicas de agricultura. Em tempos remotos, Sumé quis legislar e moralizar, mas algumas tribos se revoltaram contra seus ensinamentos e seus guerreiros lhe dispararam flechas, das quais ele escapou ileso. Entretanto, ainda segundo a lenda, foi embora aborrecido e prometeu voltar apenas àqueles que o adoravam.

As palavras shumer e sumer, segundo estudiosos, têm origem acadiana e o mesmo significado de sag-gi-ga em um dialeto desconhecido. Assim, a teoria do autor é a de que Sumé representa a presença suméria na região, de muitos indivíduos. Essa ideia está baseada em vários fatos, a começar pela simples analogia entre os termos sumé e sumer ou shumer. Em segundo lugar, uma única pessoa não poderia construir sozinho o Caminho Peabiru, assim como a descrição dada pelos nativos aos seus autores ser idêntica a dos sumérios e seus deuses anunnaki. Por fim, há ainda as inúmeras semelhanças linguísticas aqui encontradas, algumas já citadas, como no caso de inca e Potosi.

CICATRIZES PROFUNDAS

Também se pode falar das inúmeras evidências materiais, igualmente identificadas na matéria, da presença suméria na América e a descoberta de que os termos habiru e apiru foram largamente utilizados pelos orientais, significando “trabalhadores migrantes” ou “trabalhadores imigrantes e nômades” desde a antiga Mesopotâmia até o Egito, Já o termo pe, em sumério, significa remover, retirar. Em suma, as estradas que compõem o Caminho Peabiru teriam sido construídas para a retirada de minérios da América do Sul por esses trabalhadores, principalmente a partir dos Andes. Mas quem era o tal Sumé, que as lendas dizem vir por cima das nuvens e de altura muito superior a do homem comum? Teria sido um habiru conduzido pelos anunnaki até nosso continente?

O que deduzimos é que Pe-Habiru nos leva ao personagem Sumé, que está ligado a en-ka, que por sua vez se relaciona com o artefato Fuente Magna, que se conecta a um processo de mineração nos Andes. Enfim, fortes indícios da presença dos sumérios na América do Sul. Os habiru teriam desembarcado em São Vicente e subiram até os Andes, sendo as Três Pedras do chamado Gigante Adormecido, na região de Bofete, próxima de Botucatu, parte importante do trajeto inicial. Enquanto os deuses visitavam os nativos dos Andes em seus carros voadores, os habiru vieram pela mata em suas acomodações menos gloriosas. A passagem dos sumérios foi tão marcante que deixaram cicatrizes profundas nesse continente.

FREI FIDÉLIS E O DICIONÁRIO SUMÉRIO

O estudo apresentado até agora teve como elemento motivador os escritos de frei Fidélis, autor, historiador, teólogo, linguista e filósofo, um homem sem dúvida bem à frente de seu tempo. Fidélis nasceu na cidade de Primiero, na Itália, com o nome de Bernardo. Quando tinha um ano, seus pais vieram com o pequenino para o Brasil e se estabeleceram em São Paulo, onde o frei passou grande parte de sua vida. Com uma longa carreira de sacerdócio na Igreja Católica, foi em 1951 que aprendeu o que chamou de “língua dos cantores do templo”, ou seja, o sumério.

Em 2011 foi noticiado por vários veículos de comunicação que o dicionário do idioma sumério havia sido finalmente completado por linguistas e arqueólogos. Contudo, já em 1951, um ano antes de se instalar em Botucatu, frei Fidélis se encontrou na cidade de Penápolis (SP) com um rabino chamado David Bem Yoseph, um judeu errante e pregador do pan-semitismo ortodoxo, e passou a estudar sumério, sendo ele o verdadeiro descobridor de boa parte de seu significado. O misterioso rabino teria ensinado ao religioso a língua ainda na década de 50 do século passado. Mas de onde veio seu conhecimento, já que a maioria das pessoas da época jamais havia escutado algo sobre a existência desses povos da Mesopotâmia? Até hoje especialistas se debatem para entender a escrita cuneiforme, enquanto em 1951 um sacerdote judeu já detinha tal conhecimento?

Por mais estranho que pareça, frei Fidélis, a partir dos ensinamentos que lhe foram transmitidos, desenvolveu na década de 50 um dicionário que chamou de sumério-português. Também traduziu diversos nomes de cidades e rios de São Paulo, ensinados pelos professores como sendo de origem tupi, que frei Fidélis acreditava serem mesmo de natureza suméria. A palavra Tietê, por exemplo, significaria “que corre para o grande templo”. Com o pseudônimo de Peregrino Vidal, o religioso escreveu vários livros e artigos dizendo que a religião suméria era um culto ao demônio e que as citadas Três Pedras de Bofete eram um templo satânico construído por eles — foi taxado de louco por muitos por confundir religião com ciência, mas podemos julgar seu trabalho de forma tão simplista? Um de seus livros mais conhecidos é Fomos e Somos a Atlântida.

O GIGANTE DEITADO

As tais Três Pedras de Bofete estão na região do chamado Gigante Deitado, uma formação mista de mesas e torres isolada na famosa Cuesta de Botucatu. Uma das ramificações do Caminho Peabiru passa ali próximo e está presente nesse sítio desde tempos remotos. O local foi alvo de várias expedições lideradas pelo autor com o objetivo de fazer levantamentos para comprovar a ação humana no Gigante Deitado há milhares de anos. Seu local mais famoso são, sem dúvida, as Três Pedras, que seriam seus pés. Fenômenos e mistérios rodam a estranha formação rochosa, onde os jesuítas se instalaram. Também há muitos fenômenos de natureza ufológica na área, inclusive estudados pela Força Aérea Brasileira (FAB) por meio de seu extinto Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani).
Um dos mistérios que envolvem o Gigante Deitado é o fenômeno do Galo de Ouro ou da Mãe de Ouro, como os nativos o chamam. Trata-se de uma luz dourada que sai do chão e sobe até o céu, assustando os moradores. Essas manifestações foram mais regulares no fim da década de 60 e no início dos anos 70. Também as esculturas existentes na formação central das Três Pedras, a que está no meio dela, lembram os moais da Ilha de Páscoa ou o monólito boliviano — uma figura olhando perfeitamente a leste e outra a oeste, com o semblante levantado como também se observa as estrelas. Os supostos tesouros dos bandeirantes e alguns fatos macabros, como suicídios ali ocorridos, também marcam o local. No ponto chamado de Barriga do Gigante existem casas de pedras muito antigas, que podem ter sido construídas nos séculos XVII ou XVIII pelos bandeirantes que seguiam em direção oeste. Já na Cabeça do Gigante estão estranhas ruínas bem ao estilo Stonehenge.

A PEDRA DA GÁVEA

As Três Pedras do Gigante Deitado de Bofete não são o único monumento natural que lembra a ação de sumérios no Brasil. Há também diversos mistérios envolvidos com a Pedra da Gávea, localizada entre Tijuca e São Conrado, no Rio de Janeiro, que certamente daria incontáveis discussões sobre sua origem e exploração. Uma das mais inquietantes indagações sobre essa estranha formação trata da possível ação de uma mente inteligente no processo de entalhamento da imensa rocha para que assumisse semblante humano. Na opinião deste autor, tão ação existiu e há diversas evidências de que não só a Pedra da Gávea é fruto de uma inteligência, como também o são o seu entorno e outros locais do Rio.

O discutido Caminho Peabiru provavelmente incluía o Rio de Janeiro como parte de suas ramificações, indo pelo litoral dali até o Rio Grande do Sul. A Pedra da Gávea seria um ponto estratégico para os construtores daquela via, um sítio arqueoastronômico. Levam a tal conclusão, entre outras, seu alinhamento com outros sítios arqueológicos ao redor do globo e um estranho fenômeno de luz e sombra que causa no Pão de Açúcar, que pode reforçar a teoria de ação humana na construção da formação rochosa. Mas há ainda outras questões abertas sobre a Pedra da Gávea, como a que relaciona a presença ali de fenícios e outros povos antigos vindos do Oriente para o território carioca.

Inclusive a palavra cari-oca chama a atenção. Ela teria suas origens nos ensinamentos de pagés, que chamavam os padres brancos portugueses de cários, tendo oca ou oka o significado de casa. Portanto, cari-oca seria “casa dos brancos”. O curioso está na semelhança do termo com as palavras gregas oeka e oika, que também significam casa nesse idioma. Os cários, como se sabe, habitaram a Anatólia, cidade de ascendência minoica da atual Turquia. Segundo Heródoto, eles teriam sido dominados pelos povos dórios e jônios de origem ariana e que habitavam a Grécia. Enfim, estiveram no Brasil? Provavelmente sim.

TAMBÉM EM SANTA CATARINA?

Em Florianópolis há outro sítio arqueoastronômico de relevância e ligação com povos que vieram de fora no passado remoto. Trata-se de um megálito localizado na Ponta do Frade, na Barra da Lagoa, em Florianópolis, que foi intensamente estudado pelo antropólogo Adnir Ramos. Ele é uma ótima referência para se determinar o solstício do verão austral, que ocorre em 21 de dezembro. As pedras que compõe o megálito foram estrategicamente colocadas ali, de forma inteligente, para tornar possível a observação de astros e determinar suas efemérides. Mas quem construiu aquele monumento e com que tecnologia? Aliás, pesquisas desenvolvidas em todo município revelaram que Florianópolis tem um dos mais ricos acervos de arte rupestre do planeta, local que também está envolvido com o antigo Caminho Peabiru.

A menção nesta matéria a três sítios arqueoastronômicos, com construções megalíticas e interligadas pelo Caminho Peabiru — infelizmente desconhecido do grande público brasileiro —, não foi por acaso. Entre eles se revela um incrível triângulo perfeito, cujas pontas estão conectadas de forma estatisticamente quase impossível. Tal descoberta pode levar à inclusão de novas páginas na história do Brasil. O estudo deste curioso alinhamento foi apresentado ao famoso defensor de Teoria dos Antigos Astronautas Erich von Däniken, que o considerou extremamente significativo. Däniken tem tratado de alinhamentos semelhantes verificados em várias partes do planeta, construídos por inúmeras civilizações — entre outros povos, os gregos erguiam suas cidades obedecendo a certas posições perfeitamente alinhadas.

O autor e seus colaboradores tomaram o cuidado de medir os ângulos do triângulo formado pelos três sítios arqueoastronômicos acima apresentados com um moderno software, para se assegurarem de sua exatidão. Tudo isso seria apenas coincidência? Se não, que tipo de inteligência do mundo antigo teria arquitetado tal alinhamento? Seriam os nativos da América os autores destas proezas ou “alguém mais” os ajudou no processo? Acredita-se que estamos tratando aqui de monumentos naturais escolhidos segundo algum critério e trabalhados com elevada tecnologia para serviram a funções de orientação astronômica ou outra, tudo conectado aos sumérios, ao Caminho Peabiru e principalmente aos anunnaki. Sim, os sumérios teriam conhecimento de geografia, geodesia, astronomia, geologia, espacial e matemática para tanto.

Porém, o alinhamento dos três sítios arqueoastronômicos em forma de perfeito triângulo pode ser apenas a ponta do iceberg. Outros estudiosos têm agregado seu conhecimento a essa interpretação, tornando-a ainda mais vigorosa. Desvendar o passado é o objetivo almejado. Quanto mais procuramos por evidências da ação de culturas influenciadas por avançadas espécies cósmicas no passado de nosso continente, especialmente do Brasil, mais elas brotam. Esta é uma pesquisa em andamento, que ainda pode desvendar muito mais da verdadeira história de nosso país. Como escreveu o glorioso Marcel Proust, “a descoberta da viagem consiste não em achar novas paisagens, mas em vê-la com novos olhos”. Se olharmos bem de perto, descobriremos que as respostas para todas as perguntas deste trabalho talvez estejam no cosmos, um pouco mais além no espaço-tempo.


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